20.3.07
13.3.07
Caminhando para a cidade sagrada dos incas
Ao chegarmos na estação ferroviária aproveitamos para comprar as passagens de volta, para nossa insatisfação, só havia bilhetes pro dia seguinte ou as 15:00 h, como iríamos sair de Cusco no dia seguinte resolvemos compra-los. Atravessamos a pequena cidade e fomos na direção dos ônibus para a entrada de Machu Picchu, custavam 6 dólares, por isso e pela oportunidade de conhecer-mos o caminho e aventurarmos-nos na estrada resolvemos ir caminhando seguindo o rio. Saimos um pouco da estrada e caminhamos pela margem do rio tirando muitas fotos e apreciando as montanhas que nos cercavam.
Após cerca de trinta minutos de caminhada chegamos à entrada de Machu Picchu, ou melhor, onde pensávamos que era a entrada, o que na verdade era o início da enorme escadaria, na foto em que aparece o César, até a verdadeira entrada. Não tendo outra alternativa, já que os ônibus não paravam para dar carona, tivemos que subir toda a escadaria... puttzz... e como tinha degrau, subíamos, subíamos e nunca chegávamos. Na metade da escadaria encontramos uma mulher, por volta dos 40 anos, que estava descansando e que junto-se a nós, após muitos degraus e muito papo soubemos que era argentina e chama-se Claudia, vivia na patagônia e estava viajando pela América do Sul faziam 2 meses. Continuamos a subir, só que agora tínhamos a companhia da Claudia, no meio do caminho a chuva que caia fina apertou deixando a trilha cada vez mais pesadas e nossas roupas mais encharcadas, apesar da capa que usávamos.
Durante o percusso, volte e meia apareciam uns indiozinhos correndo em disparada por dentro das trilhas que cortavam a mata na qual estávamos, o intrigante é que passavam e desapareciam no meio da mata e alguns minutos depois estavam os mesmos indiozinhos novamente em nosso caminho. Concluímos a subida da escada em torno de 40 minutos, creio que subimos uns 600 m pelas escadas, que eram bem íngremes e com a chuva forte que caia bastante escorregadia.
Chegamos a entrada da cidade, só que parecia a entrada do bondinho do Pão de Açúcar tamanha a quantidade de bugigangas a venda, um grande e sofisticado restaurante, uma lanchonete com uma vista incrível para o vale dos incas e o posto da guarda responsável pelo parque. Nos direcionamos a ele onde compramos os bilhetes, 40 dólares, vale lembrar que é muito importante não esquecer a carteira de estudante e o passaporte, pois com a carteira se paga a metade do bilhete e com o passaporte podemos eternizar a visita com um carimbo do governo peruano.
4.3.07
The Peru Rail
O trajeto até Águas Calientes é pra resumir extasiante, a linha férrea acompanha um rio um tanto quanto largo e de águas barrentas que correm mansas por uma boa distância, até começar a ficar estreito e com muitas curvas, o que faz uma excelente opção para rafting. Paralelo ao rio além da estrada de ferro, existem diversas plantações de maiz, um tipo de milho desenvolvido pelos incas, e alguns vilarejos remotos.
O caminho passa por um vale cercado por montanhas, as mais baixas cobertas por uma mata fechada e as mais altas por bastante neve. A estradinha é um charme, bem curvilínea e com alguns túneis que dão um ar inóspito ao trajeto, ainda mais quando passamos por diversas cachoeiras em meio a construções incas.
A estação em Águas Calientes só aumenta o charme da viagem, construções de estilo europeu com um jardim bem cuidado e instalações bem aconchegantes, bem justo, afinal a passagem custas em torno de 40 dólares.
A cidade em si, se resume na exploração do turismo, com comércio movimentado e muitas pousadas e hotéis para receber os turistas de todas as partes do mundo. A feira de artesanato é bem grande, assim como os preços praticados por seus vendedores. Após uma breve caminhada pela pequena cidade decidimos ir caminhando até a cidade sagrada dos incas, não tanto pelo preço salgado do ônibus, 6 dólares, mas sim para curtir cada detalhe da estrada.
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