26.1.07

Cusco! Mucho gusto!










Nosso primeiro dia em Cusco foi de correria, como sempre, pra tentar conhecer tudo no menor tempo possível, caminhamos por todo o dia. A cidade é muito limpa, com várias Igrejas históricas de arquiterura colonial espanhola, ainda existem diversas praças e museus que contam a história do Peru e do povo Inca.

24.1.07

continuando... chegada a Cusco












Apesar da correria conseguimos embarcar no ônibus e seguimos para Cusco, a estrada que beira o lago é estreita porém bem conservada, passamos por diversas comunidades humildes, cuja subsistência, acredito eu, é baseada na agricultura e no que o lago oferece, que por sinal é imenso, com águas claras e por incrível que pareça quentinha, mesmo com todo o frio que faz nessa região.
Como de costume neste trajeto tivemos que trocar de ônibus em Puno, ainda bem que desta vez estávamos em um ônibus confortável, conversamos com alguns europeus e uma australiana bem simpática. Paramos em um vilarejo logo assim que saímos do terminal, onde subiram mais alguns passageiros, aproveitei o tempo para tomar uma cerveja e comer alguma coisa, não sei bem o que era mais estava gostoso. Após sete horas de viagem, por volta das duas da manhã, chegamos a Cusco e seguimos o conselho dos neozeolandeses e pedimos pro taxista nos levar até o Hostel Loki, claro que choramos o preço do taxi, até porque taxistas são iguais em todos os lugares.


Chegamos ao albergue e fomos muito bem recebidos, mais ainda quando falamos que éramos brasileiros. Ficamos hospedados em um quarto coletivo com mais cinco pessoas, a rotatividade é tão grande que nem deu pra conhecer todos direito, somente uma australiana que já estava a umas duas semanas na cidade e depois um americano que para minha surpresa era muito gente boa. Pra falar a verdade só tinha gente boa no albergue, pelo menos todos com que conversei eram super legais e com a cabeça bem aberta com relação ao mundo e todas as diferenças culturais e principalmente econômicas entre os países.

15.1.07

La Paz - Copacabana - Cusco












Voltamos a cidade e logo em seguida direto para Copacabana, chegamos tarde da noite e não conseguimos encontrar o albergue, daí ficamos em uma pousada na rua principal. Tomamos um banho e dormimos visando acordar cedo e fazer o passeio até a 'Isla del Sol'.Levantamos em cima da hora para o passeio, compramos um iogurte numa venda e corremos para o porto, ainda assim conseguimos embarcar.
O caminho para a ilha é muito bonito, a água limpíssima e transparente com diversas aves pescando e ainda podemos observar algumas construções incas por outras ilhas. O barco é muito lento e depois de meia hora atracamos e logo subimos pro ponto mais alto onde poderíamos avistar todo o lago e tirar muitas fotos. Não poderíamos ficar muito tempo na ilha porque nosso ônibus para Cusco sairia as 13:30 h, então tivemos que descer correndo para não perdermos o barco. Na volta conhecemos três jovens portugueses, Ana, Rita e Pedro, que por coincidência estavam vivendo no rio, só gente boa.
Quando desembarcarmos de volta ao continente corremos para o ponto de ônibus, pois o mesmo sairia em meia hora, só tivemos tempo de ir ao banheiro, comprar um pouco de água e beber uma paceña caliente.

14.1.07

Finalmente La Paz







Após a chegada ao terminal bimodal de Santa Cruz de La Sierra, compramos as passagens para La Paz, tomamos um banho e seguimos viagem. Estava tão cansado que dormi por quase todo o trajeto, levandando apenas numa parada já no altiplano boliviano, onde fazia um frio de doer todos os ossos.
Chegamos a La Paz com a intenção de recuperar todo o tempo perdido até Santa Cruz ao mesmo tempo que queríamos aproveitar as atrações da cidade. Assim, andamos pela rodoviária procurando o melhor preço para seguir até Copacabana e Cusco e encontrei um preço bom além de uma pechincha pra irmos na pista de ski nos arredores de La Paz chamada Chacaltaya.
Falei com os caras e concordamos em ir até lá, almoçamos e em seguida entramos na van e partimos para a montanha. Como é verão não tinha tanta neve, mas mesmo assim a paisagem é deslumbrante, com lagos que abastecem toda a cidade e uma estrada que dá medo por seus desfiladeiros. Chegamos no abrigo no alto da montanha e começamos a caminhada até seu topo, fomos aconselhados a subir devagar devido aos males da altitude, quando estávamos perto do topo percebemos uma nuvem negra enorme aproximando-se, daí começou a nevar... no começo foi muito maneiro, nunca havíamos visto neve na vida, mas depois foi complicando porque a neve que caia levemente foi apertando e caindo mais forte e grossa como uma chuva forte, tivemos que descer correndo, literalmente, a montanha o que me fez ficar com uma dor de cabeça horrível. O senhor responsável pelo abrigo sugeriu que tomasse um chá de coca que melhoraria, dito e feito, depois de algum tempo a dor de cabeça diminuiu mesmo, mas passei a sentir um mal estar estomacal que passou assim que voltamos a La Paz.

13.1.07

Roboré - Santa Cruz de La Sierra





Nos acomodamos no bagageiro em meio a mochilas, caixas e afins. O começo receoso deu lugar a uma certa tranquilidade e alívio por estarmos deixando aquela cidade inóspita e até passamos a curtir aquele modo inusitado de viajar comentando que entre nós o que diriam nossos amigos depois que falássemos desta aventura, com isso tiramos algumas fotos pra conprovar.
Com o tempo o desconforto daquele lugar apertado e abafado foi aumentando, para nossa sorte 'pincho la janta' e o ônibus parou para trocar o pneu, nessas ocasiões que aproveitámos para estivar as pernas e respirar um ar puro, esta cena repetiu-se mais umas três vezes no decorrer da viagem. Íamos muito bem até termos que fechar a única entrada de ar que possuíamos devido a um temporal fortíssimo que começou a cair. O ar a partir de então ficou horrível com muita poeira e nenhuma renovaçao, nesse momento fiquei receoso e pedi para o motorista, que também estava no bagageiro, abrisse um pouco pare entrar o ar. Após alguns chutes e socos no teto do bagageiro e minutos angustiantes depois abriram a porta e poderiamos respirar bem novamente.
O cansaço era tanto que mesmo apertado consegui dormir e só fui acordar pela manhã quando abriram a porta, desci e senti no meu pé o motivo da parada, a estrada estava cheia de lama e meu pé também. Passamos horas para vencer o atoleiro, mas depois de várias tentativas frustradas e muita lama na cara conseguimos passar, vimos o motivo desse sufoco todo, ou seja, a ferrovia alagada ou melhor a água por cima dela e chegamos a Santa Cruz de La Sierra.

11.1.07

Roboré





Chegamos ao nosso destino por volta das 23:00 h, comemos num lugar muito sinistro do lado da estação de trem, arroz, papa frita, alguns legumes que nunca havia visto, um pedaço de bife duro e pra beber suco de amendoim. Rsrsrs... huuummmm... q delícia!
Enquanto comíamos o César foi perguntar quando sairia o próximo trem para Santa Cruz de La Sierra, nesse tempo fiquei conversando com os caras que nos levaram até ali, estava explícito em suas fisionomias o alívio em ter chegado e recebido os 95 dólares.
Assim que termino de comer o César volta e nos diz que o trem só sairia as 18:00 h do dia seguinte, neste momento chega a lugarejo um ônibus com destino a Santa Cruz de La Sierra, ficamos na dúvida entre ficar naquela cidade inóspita ou encarar a estrada nesse ônibus precário. Decidimos, ou melhor, decidiram pois prefiria ficar na cidade pelo menos naquele momento, mas fui voto vencido e embarquei na 'flota' também. Colocamos as mochilas no bagageiro e subimos quando que para nossa surpresa o motorista nos disse que só havia lugar onde colocamos nossas mochilas. Isso mesmo, só poderíamos embarcar se fossemos no bagageiro da 'flota', relutamos mas não teve jeito e começou outra jornada.

10.1.07

Saindo do nada, ou melhor, de 'Puerto Bizarro'











Depois de uma noite bizarra no meio do nada, acordamos cedo para comprarmos as passagens de onibus, mas fomos perguntar se realmente não havia previsão para a saída do trem, no caminho vi um cara branco e outro com fisionomia boliviana perguntando ao funcionário da empresa quando sairia o trem, me aproximei e escutei a conversa pela metade, percebi que nao haveria trem, mas para ter certeza fui perguntar aos dois. Realmente um era boliviano e o outro brasileiro e mochileiro como nós, nos apresentamos e resolvemos buscar um meio de ir para Santa Cruz.
O boliviano, chamado Miguel, era gente boníssima, nos levou a Corumbá onde procuramos um onibus ou um voo para Santa Cruz. Não conseguimos e voltamos para Puerto Bizarro onde Miguel sugeriu que fossemos de carro até a próxima estação onde a ferrovia nao estava interditada.
Conseguimos fretar um taxi até Robore por 95 dólares que a esta altura seriam divididos para três, o brasileiro chamado César e morador de Campinas juntou-se a nós na jornada e seguimos caminho.
PS.: fomos mascando coca durante todo o caminho.

Primeira parada: Puerto Quijarro




Após a chegada na fronteira, carimbamos nossos passaportes e seguimos num taxi por 2 dolares até Puerto Quijarro, onde pegarímos o trem pra Santa Cruz de La Sierra.
Quando chegamos a estaçao, que surpresa, a linha férrea estava interditada a 2 dias devido a intensas chuvas na região. Com isso tivemos que dormir numa pousada em frente e acordar cedo para comprar passagens de onibus no dia seguinte.

8.1.07

Chegando a Corumbá


Esta é a visão do pantanal quando se está prestes a chegar em Corumbá. Rios enormes, muita flora, pena que a fauna fica distante da civilização, deve ser um mecanismo de defesa dos animais.

O início


Partimos da rodoviária novo rio no dia 11 de Dezembro de 2006 as 10:30 h com chegada prevista as 13:00 do dia 12. Antes porém passei no trabalho para pegar o carregador do meu celular e comprar algumas barras energéticas.
Ao lado está o ônibus em que viajamos, não é lá essa maravilha.

Resumo da Viagem

A partir de agora vou postar algumas passagens da viagem que fiz pela América do Sul. Esse tipo de viagem faz com que reflitamos quanto aos valores da humanidade e se os mesmos estão sendo postos em prática.
Também inspira e aumenta o desejo de conhecer o mundo e as diversas culturas e civilizações que por ele passaram e que hoje o habitam.