nDia 1 - Voo tranquilo, sem escalas, serviço de bordo ainda da
Varig, um
cochilo e pronto, cheguei em Buenos Aires. Já com todas as dicas, somente tive o trabalho de procurar o guiché da empresa de transporte e rumar à Capital Federal, ainda na esperança de assistir ao treino do
Flu no
CT do Boca.
Ônibus confortavél, ar-condicionado na temperatura ideal, tudo perfeito,
exceto pelo trânsito em
Avellaneda - lá se vai o treino do
FLu - que estava simplesmente parado. Hora e meia do aeroporto até o centro e depois táxi pro
hostel, neste momento era chegar no albergue e esperar a rapaziada.
Após todos os trâmites no albergue e de me acomodar, percebo a algazarra no salão, sinal dos fanfarrones
tricolores, eufóricos com o
treinamento.
Desço e começam as
estórias e o
joguinho de
sinuca, regados a
Quilmes e rodadas esporádicas de
tequila, pagas pelo escocês louco apelidado por nós de William
Walace.
A bebida nos fez interagir mais ainda com a galera do albergue e conhecemos uma neozelandesa chamada Claire, que se tornou tricolor e nos acompanhou ate um
pub, onde terminamos a noite.
Dia 2 - Dia do jogo, acordamos tarde devido a
biritada da noite anterior. Então, foi sair pra almoçar e de lá
direto pra concentração da torcida do
Flu em Buenos Aires.
Pegamos um táxi,
zuamos os
hermanos pelo caminho e chegamos ao hotel de onde o
ônibus para
Sarandi iria sair. Porém, como ainda estava cedo passamos o tempo tomando
Quimes e
Red Bull, que eram incrivelmente baratos.
Cânticos e muita
zueira até o estádio, onde
erámos uns quinhentos. Como não se podia beber perto do estádio, fomos nuns bares na "
villa" que cercava o estádio, mais conhecida aqui como favela.
Cantamos durante todo o jogo, mas não foi suficiente para a vitória, afinal o
time já estava classificado e com a melhor campanha. Pouco importa, continuamos empolgados, bêbados e cantando sem parar. Nosso retorno foi tumultuado por
nao voltarmos no mesmo
ônibus que fomos e sim numa jardineira do início do século passado e que nos deixou no início da 9 de Julho, o que nos vez caminhar por toda a extensão da avenida, nada que nos intimidasse, até foi divertido ver a cara dos argentinos com nossa
empolgação mesmo após uma derrota. Por isso nos consideram umas das melhores torcidas do Brasil.
A noite ainda não tinha acabado, chegamos no albergue, tomamos um banho e partimos pra uma boate brasileira chamada Maluco Beleza, a galera já
tava no clima então foi fácil interagir com
las chicas que gostam de nossa música. Para alguns a noite ainda rendeu muito e esses não foram vistos no albergue ao amanhecer...
Dia 3 -Alguns de nossos amigos chegaram ao albergue por volta de meio-dia, tempo suficiente para almoçar e dormir, afinal, estavam mais de 24
hs ligados.
Esse pessoal dormiu até o início da noite, muitos ainda tiveram tempo para fazer compras no
Shopping Abasto e nos
outlets de Buenos Aires (e como se gasta, como é bom ter uma "moeda forte), outros preferiram dar uma volta por
Puerto Madero com suas novas amigas, apreciar o excelente vinho e as carnes deliciosas da Argentina.
Dia 4 - O dia anterior havia sido mais calmo, com isso, conseguimos tomar o café da manhã no albergue. Aproveitamos o dia ensolarado para fazermos turismo, visitamos a Casa Rosada, Obelisco, alguns museus e o
Camenito en la Boca, inclusive o estádio do Boca
Juniors - nosso futuro freguês e onde ainda poderíamos entrar com a camisa do
Flu.
Dia 5 - Outra noite tranquila, com alguns repetindo o passeio
noturno por
Puerto Madero e com isso, dormindo por toda tarde.
A noite de sábado
prometia... ninguém iria a
Puerto Madero passear e sim para
Asia de Cuba,
boliche (boate) da moda naqueles tempo em Buenos Aires. Todos prontos, seguimos pra noitada, mas antes paramos para tomar um vinho e contar histórias nos bares em frente a boate. Tudo rolou na paz, muita música, alguns se deram bem outros não, mas todos saíram
bêbados... outra vez culpa da "moeda forte".
Dia 6 - Último dia em Buenos Aires, tempo para passear pela
Recoleta e curar a ressaca da noite anterior. Após isso, voltamos pro albergue só para pegar a mochila, nos despedir dos novos amigos e amigas e seguir para o aeroporto, dessa vez de
ônibus para conhecer um outro lado da cidade, o subúrbio.
Saindo da parte turística, Buenos Aires é parecida com qualquer outra cidade grande do terceiro mundo, algumas favelas perto das estradas e bairros
residenciais decadentes e que algum dia foram tranquilos e seguros.
Por fim, chegamos ao aeroporto, fizemos o
check-in e os comentários não cessavam, todos muito contentes com a viagem, com a campanha do Fluminense na Libertadores (freguesia do boca, pra gente e pro Velez, nossa filial na Argentina), a
curtição na cidade, com as amizades que fizemos, ou seja, a
trip foi perfeita e espero voltar em breve.
Direto do aeroporto.
Buenos Aires, 20 de
Abril de 2008.